quinta-feira, 12 de abril de 2018

Expectativa e Realidade

Vivemos momentos de grande descontentamento no Fluminense. Claro que é melhor do que ter apatia por tudo o que acontece. O nosso time não corresponde à EXPECTATIVA criada nos tricolores desde aquela fase de ouro que durou de 2007 a 2012. Mas antes dessa fase e depois dela  tivemos várias anos  ameaçados de cair para a série B.

Nosso time sempre  foi vitorioso. Sempre foi pioneiro. Foi o primeiro time de  futebol  enquanto os outros remavam.  Tivemos o primeiro estádio onde foi realizado o Sul Americano. Sempre nos destacamos nos esportes  olímpicos e devido a isso tudo recebemos a Taça Olímpica , que é o Premio Nobel dado a um Clube. Nossa torcida sempre foi educada e fidalga, se diferenciando das outras.

Mas não conseguimos acompanhar a evolução do futebol que virou muito mais um grande business do que somente um esporte apaixonante. Enquanto vários times de ponta no Brasil construíram  Centros de Treinamento e campo de futebol próprio, nós ficamos parado no tempo. Ainda não conseguimos terminar o nosso CT. Não temos um campo de futebol moderno. O nosso está ultrapassado e abandonado.

Então nos encontramos no seguinte dilema: como formar um grande time com condições de conquistar títulos se não conseguimos honrar nossos compromissos com os jogadores que lá estão, a maioria vinda de Xerém e que por isso ganham pouco?  Ficamos sempre chegando nos 3 meses de atraso de salários, esperando que um empréstimo  ou venda de um jogador se concretize para pagar os atrasados, já que a nossa receita é pequena frente as despesas mensais.  Não temos fluxo de caixa para pagar os salários e encargos em dia. Essa é a REALIDADE.

Devido a crise em que vivemos e sem retorno esportivo com a conquista de títulos não conseguimos arranjar um patrocínio Master que nos ajude a pagar a folha salarial acrescida de encargos.

Nossa receita com a televisão é pequena e sabemos o porque.  Nosso programa de sócio torcedor é muito pequeno em relação a grandeza do Fluminense. Nossos jogos no Maracanã dão sempre prejuízo em função  da pouca presença de torcedores. A compra de camisas oficiais e produtos licenciados poderiam atingir  números bem maiores desde que a torcida entendesse a sua parte na colaboração com o clube de coração.


Tínhamos o maior patrocinador do País, a UNIMED, que pagava 80% da folha salarial e que atraia craques com um salário acima do pago no mercado do futebol. Todos queriam vir para o Fluminense pelo salário alto e pagamento em dia. Mas isso acabou . A UNIMED, por causa da sua própria crise, teve que romper o contrato de patrocínio abruptamente, deixando jogadores caros e sem que o Fluminense pudesse arcar com os compromissos, que de repente ficaram na totalidade e não apenas os 20% que lhe cabiam. Foi iniciado então uma tratativa para que esses jogadores se transferissem ou reduzissem os seus salários, o que não foi conseguido na sua totalidade. Então agora que o Fluminense conseguiu se desfazer de jogadores caros que eram pagos pela Unimed, temos como torcedores que nos associarmos em massa ao Fluminense, comparecer em massa aos jogos para apoiar o time na Sul Americana e Brasileiro e comprar as camisas novas para que as receitas do Fluminense aumentem e possamos não só pagar em dia, como também contratarmos melhores jogadores para as posições carentes e conseguirmos conquistar os títulos com que tanto sonhamos.

Saudações Tricolores.

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